
O departamento francês ultramarino da Ilha da Martinica já possui representação governamental no Pará. O território agora dá início as suas atividades de cooperação com o Governo do Estado funcionando em espaço na sede da Secretaria de Estado de Turismo (Setur). Na quarta-feira (08), representantes foram recebidos pelo secretário Adenauer Góes e membros da diretoria do órgão oficial de turismo paraense, um dos setores alvo de cooperação técnica.
“São pelo menos 10 operações que devem ser tocadas por nós e pelo Governo do Pará. O nosso foco é o desenvolvimento econômico e pelo o que conhecemos e conversamos com o governador, o objetivo do estado é o mesmo”, ressaltou o presidente da Martinica, Serge Letchimy, nas conversas recentes em visitas anteriores ao governador Simão Jatene.
Um termo de cooperação entre o Pará e a região francesa permitirá a integração entre os governos, para que os técnicos paraenses e os técnicos da Martinica busquem alternativas que possam trazer resultados positivos para o desenvolvimento econômico de ambos, estreitando laços não só entre os governos, mas principalmente entres os povos do Pará e da Martinica.
Importação de biomassa, setor de fruticultura - com a importação de polpa, e pela madeira para fabricação de móveis, assim como a criação de novas rotas de transporte marítimo e aéreo para incrementar o comércio e o incremento de fluxo no turismo entre o Caribe e a Amazônia são alvos de interesse do território francês.
A Martinica é um departamento ultramarino insular francês no Caribe, sua capital é Fort-de-France. Tem estatuto de região administrativa, assim como as outras colônias francesas: Guadalupe e a Guiana Francesa. Tem uma área total de 1 100 quilômetros quadrados, sendo a terceira maior ilha das Pequenas Antilhas (é menor somente que as ilhas de Trinidad e de Guadalupe). Tem 65 quilômetros de comprimento por 27 de largura. Para comparação, a superfície é semelhante à de Hong Kong.
A economia é baseada no comércio. A agricultura é responsável por aproximadamente seis por cento do PIB e o pequeno setor industrial por onze por cento. Fort-de-France é o quinto porto da França em movimentação de contêineres. O turismo tem se tornado mais importante que as exportações agrícolas como fonte de intercâmbio internacional. É considerada a mais francesa cidade fora da França. A maior parte da força de trabalho está empregada no setor de serviços e no setor administrativo.
Texto: Israel Pegado / Foto: Divulgação
